Manchetes dos principais jornais do país nesta sexta-feira
- Dengue volta a matar no Rio
- Com a chegada do verão, cresce a ameaça da dengue no Rio. No Hospital Salgado Filho foram registradas a morte de três pessoas com sintomas da doença, e a Secretaria Estadual de Saúde admite que há risco de epidemia. Este ano já houve registro de 29 mortes provocadas por dengue hemorragia, 21 delas na capital. O número de pessoas infectadas (60.647) é quase o dobro de 2006. (pág. 1 e Cidade, pág. A7)
- O governo federal liberou até o dia de Natal R$ 3,8 bilhões em emendas parlamentares individuais e de bancadas de partidos, apresentadas ao orçamento de 2007. A liberação, como de costume, foi acelerada nos meses de novembro e dezembro, durante o auge da batalha travada no plenário do Senado em torno da prorrogação, derrotada, da CPMF, o imposto do cheque. Mesmo assim, o total do valor empenhado representou pouco mais de 1/4 do total. Pernambuco foi o Estado brasileiro que mais recebeu, R$ 98 milhões, seguido do Maranhão, com R$ 72 milhões, e de Goiás com R$ 65 milhões. (págs. 1 e País, pág. A3)
- Segundo a Comissão Mista do Orçamento do Congresso, o governo arrecadará mais R$ 8 bilhões em 2008 graças ao incremento da economia. Com isso, o conte no orçamento devido às perdas com o fim da CPMF vai diminuir para R$ 30 bilhões. (pág. 1 e País, pág. A3)
- O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), que serve de base para o reajuste da maioria dos contratos de aluguel, fecha o ano com aumento de 7,75%. Chegou a esse nível pressionado pelos preços de alimentos. No ano passado, o IGP-M foi de 3,83%, segundo a FGV. Enquanto isso, o BC elevou para 5,2% sua expectativa de crescimento econômico do país. (pág. 1 e Economia, pág. A16)
- Atentado mata Benazir Bhutto
- A ex-premiê paquistanesa Benazir Bhutto, 54, foi morta num atentado na cidade de Rawalpindi, perto da capital, Islamabad. Ao menos outras 22 pessoas morreram no ataque. O fato gerou uma onda de violência no país. Benazir encerrara comício para as eleições parlamentares de 8 de janeiro. Ela deixava de carro um parque quando um homem-bomba se explodiu após atirar. (pág. 1)
- O ministro Paulo Vannuchi, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência, disse à Folha não ter dúvida sobre a efetiva participação brasileira na Operação Condor, que reuniu ditaduras sul-americanas em atos de repressão. Sobre a abertura de inquérito no Brasil, Vannuchi afirmou não haver no governo quem defenda o acobertamento das informações. “Não pode ter sentimento corporativo de acobertar pessoas que, como regra geral, estão na reserva ou que eventualmente morreram.” (…) (pág. 1)
- A falta de matérias-primas e de mão-de-obra qualificada é um dos principais obstáculos ao crescimento da economia brasileira, segundo avaliação feita pelo Banco Central. Ainda assim, a autoridade monetária diz acreditar que a expansão do PIB (Produto Interno Bruto) deve chegar a 5,2% neste ano e a 4,5% no ano que vem. Inicialmente, o BC previa um crescimento de 4,7% para o PIB (Produto Interno Bruto) neste ano, mas revisou sua projeção porque os resultados alcançados até setembro ficaram acima do esperado. Já o crescimento esperado para 2008 deve ser um pouco menor do que o deste ano por causa da desaceleração da economia mundial, puxada pelos EUA, que ainda vive as dúvidas levantadas a partir da crise enfrentada pelo mercado imobiliário local. (…) (pág. 1)
- Terror mata Benazir Bhutto e violência toma o Paquistão
- A ex-primeira-ministra do Paquistão Benazir Bhutto foi assassinada ontem em atentado após comício na cidade de Bawalpindi, o que provocou violenta onda de protestos por todo o país. Um homem-bomba atirou no peito e no pescoço de Benazir antes de acionar os explosivos, matando outras 20 pessoas. Nenhum grupo assumiu a autoria do atentado contra a líder da oposição. A suspeita, porém, recaiu sobre radicais islâmicos, pois Benazir era adversária dos talebans. Opositores do presidente Pervez Musharraf, bloqueando estradas e incendiando veículos em várias cidades. Pelo menos 14 pessoas morreram em tiroteios. A morte de Benazir aprofundou a crise política paquistanesa, o que pode levar à suspensão de eleições parlamentares marcadas para o dia 8. Filha de um ex-presidente derrubado por golpe militar e executado por ordem de generais, Benazir foi a primeira mulher a chefiar um governo no mundo islâmico. Em outubro, ela já tinha escapado de atentado que matou mais de 140 pessoas. (págs. 1 e A7 a A11)
- O ministro especial da Secretaria dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, defendeu a revogação da Lei de Anistia e a adaptação dos tribunais brasileiros aos tratados de direitos humanos assinados pelo Brasil. Ele apoiou o processo da Justiça italiana contra militares sul-americanos que participaram da Operação Condor e do desaparecimento de dois ítalo-argentinos, em 1980. Estariam envolvidos 11 brasileiros. (págs. 1 e A4)
- O Banco Central alertou ontem em relatório que o aquecimento da economia brasileira está criando risco de aumento da inflação, talvez até mais do que os fatores internacionais. A instituição aponta o aumento de preço dos serviços como foco potencial de preocupação. Mas a previsão para 2008 é de inflação de 4,3%, abaixo da meta, que é de 4,5%. O IGP-M de 2007 ficou em 7,75%, segundo a Fundação Getúlio Vargas - em 2006 havia ficado em 3,83%. (págs. 1 e B1)
- Notas e Informações - A soma dos salários pagos aos trabalhadores tem crescido em ritmo acelerado no País nos últimos anos. Em 2007, a alta deve ter sido puxada pelos Estados mais industrializados. (págs. 1 e A3)
- Vigilância será reforçada nas estradas federais. (págs. 1 e C10)
- Assassinato de Benazir joga Paquistão no caos
- O assassinato da ex-primeira-ministra Benazir Bhutto deflagrou uma onda de violência no Paquistão, com distúrbios e protestos que tomaram o país. Política mais popular e favorita para voltar ao cargo nas eleições marcadas para 8 de janeiro, Benazir não sobreviveu ao atentado realizado por um suicida, que atirou nela duas vezes e em seguida detonou os explosivos que levava junto ao corpo, matando pelo menos 15 pessoas. Benazir, que retornou ao Paquistão após oito anos de exílio, acabara de discursar num comício do Partido Popular do Paquistão, do qual era líder, e disse que sabia do perigo que corria: “Coloquei minha vida em risco e vim aqui porque senti que este país está em perigo. Tiraremos este país da crise”.
Ninguém assumiu o ataque, o que colaborou para aumentar a tensão política no país extremamente dividido. O presidente Pervez Musharraf acusou os grupos radicais islâmicos ligados à al-Qaeda e ao Talibã. Já os partidários de Benazir afirmam que o governo foi o responsável. O ex-premier Nawaz Shariff, líder do segundo maior partido de oposição, também fora alvo de um atentado durante um comício e anunciou boicote às eleições. O assassinato da ex-primeira-ministra foi condenado em todo o mundo e põe por terra a estratégia dos EUA para a construção de um Paquistão democrático, laico e firme contra a al-Qaeda é o fundamentalismo. Chocado, o presidente Lula condenou o uso da violência e do terrorismo na vida política. (págs. 1 e 24 a 27)
- Num pronunciamento em rede nacional de TV, o presidente Lula fez um balanço positivo do governo: “A casa está arrumada”. Mas admitiu problemas em três áreas: saúde, educação e segurança. (págs. 1 e 5)
- O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, disse que os crimes dos quais são acusados brasileiros processados pelos seqüestros e desaparecimentos dos ítalo-argentinos Horacio Domingo Campiglia e Lorenzo Ismael Viñas, em 1980, já prescreveram. O procurador italiano Giancarlo Capaldo afirmou que os governos de países sul-americanos envolvidos na Operação Condor não se interessam pela investigação: “A falta de colaboração das autoridades desses países complicou as coisas.” (págs. 1 e 29)
- As rodovias brasileiras poderão receber R$ 7,1 bilhões de investimentos em 2008, 24,7% a mais do que o valor destinado para o setor no Orçamento da União deste ano. Especialistas afirmam, porém, que é pouco diante da situação de calamidade, já que morrem 35 mil pessoas por ano no trânsito no país, além dos prejuízos econômicos. (págs. 1 e 3)
- A alta de preços de alimentos fez o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) fechar o ano em 7,75%, mais que o dobro de 2006. O índice é muito usado para reajustar aluguéis. (págs. 1 e 17)
- Tensão com dados dos EUA e Benazir
- A líder oposicionista paquistanesa Benazir Bhutto foi morta ontem por um homem-bomba, depois de um comício em Rawalpindi. O assassinato desencadeou uma onda de violência no Paquistão e deve provocar o adiamento da eleição parlamentar marcada para 8 de janeiro, que traria o regime civil de volta ao país. Pelo menos mais 16 pessoas foram mortas e outras 60 ficaram feridas.
O assassinato de Benazir, somado a dados que sugerem desaquecimento da economia americana, afetou o mercado financeiro. “Provavelmente o assassinato terá um efeito temporário sobre os mercados de capitais na região”, disse Narasimha Rao, analista da Development & Research Services, consultoria de Nova Délhi. Investidores temem um aumento da tensão global após a morte de Benazir e buscam ativos mais seguros. As bolsas fecharam em queda. O índice Dow Jones recuou 1,42% e a Bovespa caiu 0,80%, a 63.774 pontos. (págs. 1, A12 e B2)
- O aquecimento da economia, com a expansão dos investimentos, da demanda interna e do acesso ao crédito, levou o Banco Central (BC) a aumentar para 5,2% as estimativas de alta do PIB e para 4,3% as da inflação para este ano. Já as projeções para 2008 são de um PIB de 4,5% e inflação de 4,3%.
O Relatório Trimestral de Inflação divulgado ontem pelo BC cita também o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) apurado pela Fundação Getulio Vargas FGV), que atingiu 87,2% em novembro, recorde da série iniciada em 1995. “A atividade econômica está aquecida e contribui para um ambiente de repasse de preço mais provável”, disse o diretor de Política Econômica do BC, Mário Mesquita, revelando preocupações com as pressões sobre 2008.
No próximo ano, os contratos corrigidos pelo IGP-M serão outro fator a puxar a inflação. Em 2007, o índice fechou com alta de 7,75%, a maior desde 2004. (págs. 1 e A4)
- O consumo de eletricidade no País nos últimos 12 meses até novembro cresceu 5,4%, em linha com o Produto Interno Bruto (PIB), que deverá fechar 2007 com expansão de 5,2%, segundo o Banco Central. O consumo comercial, com 6,7% , e o residencial, 5,9%, tiveram o maior crescimento em comparação com os 12 meses anteriores. Na atividade comercial, os destaques foram para aeroportos, hotéis e varejo em geral. Nas residências, houve entrada de 1,8 milhão de novos consumidores incluídos no Programa Luz para Todos, conforme relatório da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). (págs. 1 e C3)
- Márcio Cypriano - “Os indicadores de produtividade da indústria, emprego, renda e investimentos, apesar da recente elevação da inflação, mostram o início de um ciclo econômico positivo.” (págs. 1 e A3)
- As cotações das commodities agrícolas oscilaram fortemente ontem nas bolsas internacionais. Demanda aquecida, inflação e risco político motivaram altas, seguidas de baixas, do chamado complexo soja. (págs. 1 e C4)
- A Oi venceu o leilão por duas licenças no interior de São Paulo, oferecendo R$ 111,8 milhões. A Unicel disse que o ágio de 162% por uma das faixas configura “eventual abuso de poder econômico”. (págs. 1 e C1)
- Com valorização acumulada no ano de 151,10%, as ações ordinárias da CSN foram as campeãs de rentabilidade da Bovespa em 2007, conforme estudo da Economatica que avaliou o desempenho das 61 ações que compõem o Ibovespa, principal índice de preços da Bolsa, até o dia 21 de dezembro. O segundo lugar ficou com a Vale, cujas ações preferenciais acumularam alta de 91,02%. O Ibovespa subiu 41,88% no período, ano em que a maioria das ações que o compõem registrou valorização. Do total de papéis pesquisados, apenas 16 caíram. A lanterninha do ranking foi Cosan ON, com perda no período de 51,80%. Para 2008, Pedro Galdi, analista da corretora do Banco Real, recomenda manter posições em todo o setor de siderurgia, em especial CSN, e no de mineração. (págs. 1 e B1)
- Extrema covardia
- Primeira mulher a dirigir um país islâmico, a ex-premiê Benazir Bhutto foi assassinada com um tiro no pescoço logo após discursar em comício na periferia de Islamabad. Em seguida, o autor do disparo detonou bomba que trazia atada ao corpo. Pelo menos 20 pessoas morreram e mais de 50 ficaram feridas. Principal opositora ao presidente paquistanês, Pervez Musharraf, e aos grupos fundamentalistas islâmicos, ela liderava as pesquisas para as eleições de 8 de janeiro. Suspeita-se que radicais ligados aos talibãs e à rede terrorista Al-Qaeda estejam por trás do atentado, que desencadeou uma onda de protestos, saques e incêndios pelo país. Chefes de Estado e de Governo de todo o mundo repudiaram o assassinato. “Os Estados Unidos condenam fortemente esse ato de covardia de extremistas assassinos que tentam minar a democracia do Paquistão. Aqueles que cometeram esse crime devem ser levados à Justiça”, reagiu Bush. No Brasil, o assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, afirmou que Lula ficou chocado com o atentado. (pág. 1 e Tema do Dia, págs. 16 e 17)
- Jeitinho enche bolso no Senado - Manobra garante adicional de férias, indevidamente, a 6,2 mil servidores. Dinheiro ficará nas contas como antecipação. (págs. 1 e 2)
- O IGP-M, índice usado para reajustar aluguéis e outros contratos, fecha o ano em 7,75% contra 3,83% de 2006. (págs. 1 e 10)
- Substituição tributária em SP eleva carga de impostos
- A implantação do sistema de substituição tributária para o recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nos segmentos de higiene pessoal, perfumaria e bebidas alcóolicas em São Paulo surpreendeu os empresários destes setores. As novas normas estaduais foram definidas em dois decretos e quatro portarias publicadas no último dia 21, valem a partir de 1 de janeiro e já levaram à reprogramação de vendas e de atuação neste fim de ano.
Na substituição tributária a indústria antecipa o recolhimento do ICMS de toda a cadeia comercial até a venda ao consumidor final. Para isso, a Secretaria da Fazenda de São Paulo estabeleceu margens de valor adicionado para cada um dos setores, que variam de 125,54% a 165,55% . De acordo com empresários e representantes dos segmentos, estas margens são muito superiores às praticadas. Por isso, devem resultar em aumento de preços e, conseqüentemente, em inflação. Por outro lado, devem elevar a arrecadação estadual, tanto por coibir a sonegação como pela incidência do ICMS sobre preços mais altos.
Em nota, o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), João Carlos Basilio da Silva, diz que a medida provocará aumento de preços e redução no consumo de toda a cadeia dos produtos de higiene pessoal. A Associação Brasileira de Alimentos e Bebidas (Abab) fez um pleito ao governo paulista questionando a forma de cálculo da margem e pedindo que a norma vigore apenas a partir de 1 de abril. A associação espera uma resposta para hoje.
A adega Alentejana, especializada na importação de bebidas de Portugal, mudou seu calendário de atividades em função das novas normas. Ela informou aos clientes que o preço dos vinhos deverá aumentar 40% aproximadamente e que apenas os pedidos entregues até hoje poderão ser atendidos com a tabela atual. A importadora Mistral acredita que a mudança gere um impacto de cerca de 30% no preço dos vinhos, mas não definiu se ele será repassado ao consumidor.
Para contornar o impacto no curto prazo, um grande fabricante de produtos de limpeza está antecipando toda saída possível de mercadorias até 31 de dezembro, antes que a antecipação entre em vigor. (págs. 1 e A3)
- A Perdigão fez o que qualquer empresa faria: transferiu a quitação da compra da Eleva, de R$ 599 milhões, de 21 de dezembro para 2 de janeiro. Com isso, economizou R$ 2,3 milhões em CPMF. No Pão de Açúcar, o ganho direto será de R$ 60 milhões em 2008. A Dasa, do setor de exames e diagnósticos, não cita valores, mas informa que com a economia poderá construir mais cinco unidades de atendimento. É arriscado estimar quanto as empresas economizarão nessa nova era sem CPMF, em razão do efeito multiplicador da isenção. Estimativa do Valor Data indica que as 300 maiores empresas abertas gastaram no mínimo R$ 1,7 bilhão com CPMF nos primeiros nove meses do ano. (págs. 1 e B1)
- Não há hipótese de o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), subir em palanque de oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “O Rio recebeu em 2007 o que não recebeu nesses últimos dez anos”, diz o governador. É graças a essa dependência, que ele chama de “lealdade político-eleitoral e administrativa”, que o Estado foi capaz de fazer investimentos em seu primeiro ano.
As finanças depauperadas tornaram-se superavitárias, o 13º salário foi pago em dia, mas a modernização da máquina administrativa ainda custa a decolar. O Estado registra aumento da receita do ICMS e gastos de custeio menores, embora não tenha ainda sido capaz de enxugar uma folha que conta com maquinistas de trem ou um patrimônio de imóveis abandonados que inclui até o terreno de penitenciária implodida.
Na segurança pública, sob críticas, Cabral implantou a política do enfrentamento, que reduziu os indicadores de violência às custas de mais mortes. Dados oficiais preliminares coletados de janeiro a novembro mostram aumento de 21% no número de mortes de civis durante confrontos com a polícia, em comparação com igual período de 2006. O número de policiais mortos também cresceu nos primeiros dez meses de sua gestão, o equivalente a 24%. (págs. 1 e A14)
- Um estudo do Supremo Tribunal Federal identificou os primeiros impactos do “critério de repercussão geral”, adotado em maio, indicando que o país caminha para ter uma verdadeira corte constitucional, nos moldes da Suprema Corte americana.
O dispositivo foi criado pela reforma do Judiciário para reduzir o número de recursos ao STF e fazer com que o Tribunal julgue apenas ações relevantes do ponto de vista econômico, político, jurídico ou social. Das primeiras 15 decisões sobre a repercussão geral, só nove foram consideradas importantes e serão apreciadas. Com isso, tribunais de segunda instância retêm recursos sobre o assunto até que o STF dê a decisão final e o número de ações repetitivas caia. (págs. 1 e E1)
- Alex Ribeiro: Banco Central passou a monitorar com um pouco mais de atenção o mercado de crédito. (págs. 1 e A2)
- Naércio Menezes Filho: após décadas de descaso, sociedade brasileira desperta para o valor da educação. (págs. 1 e A13)
- O consumo de energia elétrica no país deve encerrar o ano com alta de 5,2% a 5,4%. O aumento equivale a uma hidrelétrica de 3,8 mil MW, quatro vezes o consumo anual de Brasília. (págs. 1 e A3)
- A grande influência dos papéis da Petrobras e da Vale garantiu ao Ibovespa o bom desempenho no ano, de 44,5% até quarta-feira. Sem as duas companhias, o ganho cai quase pela metade. (págs. 1 e D1)
JORNAL DO COMMERCIO (PE)
- Terror mata Benazir. Paquistão vive caos
- Ex-primiê Benazir Bhutto, que liderava as pesquisas para as eleições, sofreu atentado a tiros após comício. Homem-bomba se explodiu logo em seguida. Outras 22 pessoas morreram. Onda de violência se espalhou pelo país. (pág. 1)
- Lula critica fim da CPMF em discurso. (pág. 1)
- Correção da tabela do IR será de 4,5%. (pág. 1)
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