Entrevistas

Claudio Tinoco fala sobre Carnaval, relação da prefeitura com a Baiana System e eleições

07 de Fevereiro de 2020 às 08h18 - Por: Rafael Albuquerque Foto: PNotícias
[Claudio Tinoco fala sobre Carnaval, relação da prefeitura com a Baiana System e eleições]

Secretário concede entrevista à Rádio Piatã FM

O secretário municipal de Cultura e Turismo, Cláudio Tinoco, concedeu entrevista ao PNotícias nesta quinta-feira (5) e falou um pouco sobre a construção e inauguração do novo Centro de Convenções, o Carnaval e também a respeito da tentativa de reeleição como vereador da cidade de Salvador.

Leia na íntegra:

PNotícias: Vamos bater um papo sobre o Carnaval, que está chegando. A gente estava comentando: faltam quantos dias, secretário? 

Cláudio Tinoco: a gente ‘tá’ fazendo de conta que faltam 10 dias para o Carnaval.

PNotícias: faltam 10 dias para o Fuzuê, dia 15, que já é Carnaval.

Cláudio Tinoco: já é Carnaval. A gente chama “Pré-Carnaval”, mas já é Carnaval. 

PNotícias: tudo faz parte de uma grande festa montada pela prefeitura.

Cláudio Tinoco: verdade, de uma grande programação. Não só pela prefeitura, por tantas atrações que se dispõem a participar, no caso, do Fuzuê e do Furdunço, de um edital, de um chamamento, colocam seus projetos e a gente vem consolidando esses dois produtos que foram criados na gestão de ACM Neto. Eu fico bastante à vontade porque, inclusive, o Fuzuê e o Furdunço foram ainda operacionalizados na gestão de Bellintani na Secretaria de Cultura e Turismo, ele que acumulava também naquela época a presidência da Saltur, mas muito estimulado pelo prefeito no sentido de a gente, exatamente, inovar na festa. E é sobre isso que a gente procura sempre trazer informações ao folião, não só ao folião local, mas também utilizando sempre o Carnaval, Rafa, como um grande vetor nosso de promoção da cidade de Salvador do ponto de vista turístico. Então, é trazer inovações, trazer novidades, mas, é claro, que a prefeitura sozinha não vai fazer isso. Depende muito do artista, depende muito da entidade carnavalesca.

PNotícias: vamos iniciar o bate-papo falando do Centro de Convenções, que foi inaugurado em uma festa super bacana. Primeiro teve a inauguração para convidados e para a imprensa, e depois aberto ao público com shows de Claudia Leitte, Lore Improta e Tio Paulinho. Eu queria que o senhor falasse sobre o investimento que foi feito nesse Centro de Convenções e de que forma ele vai ser operacionalizado daqui em diante.

Cláudio Tinoco: me permita lembrar aos seus ouvintes um pouco da história da decisão do prefeito em construir o Centro de Convenções. Nós precisamos sempre levar em consideração esses aspectos que não têm nenhuma conotação política, e sim técnica. Salvador foi o terceiro destino turístico no Brasil em recepção de grandes eventos internacionais, eventos que são, inclusive, certificados por uma associação internacional de congressos e convenções e isso durou até 2012 ou 2013. A recepção desses grandes eventos é fundamental para o turismo da cidade em virtude de ocupar a agenda da cidade na baixa e na média estação, ou seja, depois que passa o Carnaval, a cidade entra na baixa e na média estação até, pelo menos, novembro e é claro que esses eventos trazem um fluxo turístico importante, estimulam a conexão aérea e também aquecem a economia do turismo, que envolve o setor de hotelaria, bares e restaurantes, locadoras de automóveis, agências de receptivo... São 52 setores da cidade. O que aconteceu até pouco tempo atrás? A gente assistiu a uma série de hotéis fechando na cidade e isso é mais evidente quando, por exemplo, o Pestana fecha, quando o Othon fecha, muitos restaurantes, inclusive, fecharam também.

PNotícias: isso tem a ver diretamente com a falta, por tanto tempo, do Centro de Convenções aqui na capital?

Cláudio Tinoco: diretamente! Entre outras coisas, também tem o fator de conjuntura econômica. A gente teve a crise que o país não consegue ainda sair de forma definitiva, mas em Salvador, do ponto de vista local, isso foi fundamental. Tinha também um outro fator que era a precariedade do nosso aeroporto. O aeroporto de Salvador era considerado, até 2016, o pior aeroporto do Brasil, com uma infraestrutura precária e serviços muito ruins. Então, eu acho que a composição desses fatores foi decisiva para essa queda. Nós recuperamos a cidade, recuperamos também a promoção turística de Salvador, sobretudo nos últimos três anos, e o que faltava pra gente, exatamente, era um equipamento que a gente pudesse servir de âncora na cidade para a captação desses eventos.

PNotícias: qual foi o investimento total?

Cláudio Tinoco: 130 milhões de reais de investimento público, com recursos próprios da prefeitura, e mais cerca de 25 milhões, que pode ampliar. A gente ‘tá’ exatamente nesse momento discutindo com a GL Events, essa é a empresa que ganhou a licitação, é a nossa concessionária contratada desde setembro de 2019 e que vai gerir, operar o Centro de Convenções pelos próximos 25 anos. Eles têm ainda o investimento de 25 milhões a aplicar no Centro, que são as instalações, os equipamentos, pagam também uma outorga ao município. A partir do sexto ano dessa concessão, 5% da receita bruta gerada na movimentação dos eventos vai retornar aos cofres públicos do município de Salvador, em gestões futuras. Isso caracteriza que o município de Salvador, a prefeitura de Salvador, é sócia desse equipamento, não só investiu, não só é dona e é um patrimônio público, mas ele está hoje concessionado a uma empresa privada. Inclusive, é uma multinacional de capital francês que opera mais de 50 equipamentos no mundo inteiro e aqui no Brasil eles operam o Centro de Convenções São Paulo Expo, na capital paulista, e também o Rio Centro, na capital carioca. É uma empresa de grande porte, inclusive na inauguração que você citou, no últimos dias 23 e 26, o presidente mundial desse grupo esteve aqui em Salvador visitando o seu equipamento, que hoje ele opera, mas também já reunido com o prefeito tendo uma visão de futuro de possível expansão desse equipamento. Você vê então que hoje, quando a gente entrega esse equipamento em janeiro de 2020, a gente já tem uma expectativa de que ele poderá, daqui a 10, 15, 20 anos, responder de uma forma muito mais ampla e significativa a Salvador e a Bahia.

PNotícias: Tinoco, o Governador Rui Costa e o secretário Fausto Franco já anunciaram e bateram pés firmes de que vão construir também um Centro de Convenções. Há essa necessidade da construção de um outro equipamento desse modelo para a capital baiana?

Cláudio Tinoco: Fausto Franco assumiu desde o ano passado a Secretaria de Turismo do Governo do Estado, é meu amigo, uma pessoa que, do ponto de vista pessoal, eu considero bastante, mas eu tenho que lembrar que [Domingos] Leonelli passou pela Secretaria de Turismo, [Nelson] Pelegrino passou pela Secretaria de Turismo, Zé Alves passou pela Secretaria de Turismo e todos eles tinham comprometimento também e disseram ao público que reformariam ou que construiriam um novo Centro de Convenções. Essa ‘novela’ já dura 5 anos e a gente não vê nenhuma resposta objetiva que é, de fato, um projeto sendo apresentado, uma licitação sendo lançada e uma obra iniciando.

PNotícias: mas há essa demanda para a capital baiana? Existe um estudo que mostre que há demanda para dois Centros de Convenções aqui em Salvador?

Cláudio Tinoco: neste momento não, e isso é claro. A gente contratou, Rafa, uma consultoria para um estudo de viabilidade econômica. Nós fizemos audiências públicas, não só em Salvador, como, por exemplo, em São Paulo, apresentando ao mercado nacional todos os indicadores desse estudo de viabilidade. E esses estudos mostravam claramente que Salvador tinha uma demanda, uma carência e que era viável você oferecer, não só a possibilidade de construir e investir 130 milhões, mas também atrair a iniciativa privada. Se o Governo do Estado, e eu já ouvi o secretário Fausto dizer que tem investidores europeus pra pode construir esse novo Centro de Convenções, se eles estão certos disso... Agora, lembro que é bom a gente sempre ‘tá’ retratando a história, os fatos: o próprio Governo do Estado aceitou uma PMI (Proposta de Manifestação de Interesse), ou seja, uma empresa privada teria apresentado uma possibilidade de construir um projeto para um novo Centro de Convenções aqui em Salvador para a Bahia. Esse estudo foi concluído, o secretário Zé Alves, no início de 2018, ou seja, há dois anos, disse publicamente que esse estudo estava na mesa do governador Rui Costa, que dependeria apenas do governador Rui Costa. Ora, nós não conhecemos, nem vocês da imprensa, nem ninguém da sociedade, os resultados desses estudos. O que a gente viu é que essa empresa, que era sediada em São Paulo, projetou no site dela algumas imagens que mostravam o Parque de Exposições som um centro de convenções, um centro comercial, um novo hospital, e a gente viu que não foi viável. Por que não foi feito se a há dois anos estava na mesa do governador? Porque ele, que eu também considero uma pessoa inteligente, percebeu que não era viável, que não encontrou os investidores, ou seja, a viabilidade de colocar no mercado. Como é que hoje você tem um Centro de Convenções já construído, já em operação – em março a gente já vai ter o primeiro grande evento, que é uma feira da Polishop, em maio a gente tem o maior congresso de hotéis aqui em Salvador sendo realizado no Centro de Convenções.

PNotícias: é mais uma bravata política, secretário?

Cláudio Tinoco: eu não tenho dúvida disso. Isso é fruto exatamente, não só de uma bravata política, mas uma justificativa para aquilo que não se conseguiu fazer. Como outro fez, então isso é ainda mais doloroso para o Estado, não só para o governador, mas para todos aqueles [integrantes da gestão]. Eu já vi muita gente que é da base do governador admitir que o setor já perdeu o time, perdeu o momento. Tanto assim, Rafael, que nós vamos ter esse congresso de hotéis apoiado pelo Governo do Estado, no Centro de Convenções de Salvador. Pelo menos foi isso que foi anunciado pelo representante da SETUR no lançamento que ocorreu no dia 24 de janeiro, aqui em Salvador, pelo presidente nacional da ABIH [Associação Brasileira da Indústria de Hotéis]. Então, você vê que é contraditório. Por isso, – além de secretário de Cultura e Turismo, eu também sou um agente político, sou vereador desta cidade – me juntei ao Trade e a sociedade e nós demos dois ‘abraçaços’ no Centro de Convenções, pra chamar atenção do Governo do Estado. No primeiro, pra despertar a necessidade de reformar o Centro de Convenções da Bahia; o segundo foi pra poder despertar e provocar o governo pra reconstruir o Centro de Convenções da Bahia depois do desabamento. Então a gente tem uma história de luta porque a gente sabe da importância. Quando a gente fala em ter um Centro de Convenções na Bahia, ter 23, 29, 30 eventos internacionais novos por ano em Salvador, não é só para trazer turistas para Salvador, isso é para empregar as pessoas, para deixar de fechar hotéis, pelo contrário, abrir novas empresas, gerar novos negócios. Então, esse é o vetor de desenvolvimento econômico e social pra cidade.

PNotícias: tem também a revitalização da área do entorno, não é?!

Cláudio Tinoco: com certeza! E olhe que nós discutimos isso na época do PDDU [Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano] e da LOUOS [Lei de Ordenamento de Uso e da Ocupação do Solo]. Você acompanhou todo aquele processo, todos os debates, audiências, brigas, literalmente, em virtude da necessidade que tinha ali. E naquela discussão do PDDU, eu, inclusive, fui autor de uma emenda colocando aquela área como uma zona urbana especial porque aquela região toda da Boca do Rio, Armação, Costa Azul, Stiep e da Avenida Tancredo Neves, foi conformada em virtude do Centro de Convenções da Bahia. Muitos hotéis foram implantados e investidos, só de novos hotéis ali na região [avenida] Tancredo Neves/Stiep, foram bilhões de investimento privado. Ali você tem no entorno agências de receptivo, tem locadoras de automóveis e você tem pessoas que conseguiram se estabelecer oferecendo algum serviço para os eventos do Centro de Convenções da Bahia. Então, a manutenção de um Centro naquela área pra nós, que sempre a discutimos no planejamento da cidade, era de que era fundamental existir. Por isso que eu digo, de forma muito clara, que era melhor pro Governo do Estado, ao invés de construir ou pensar ou ficar insistindo com isso, resolver requalificar o bairro de Pituaçu, requalificar o bairro do Costa Azul, investir na requalificação total do Abaeté; aí você teria novas três áreas, assim como a prefeitura tem feito com o Parque dos Ventos. Aquele parque que era um monte de morro de terra sem utilização nenhuma, hoje tá muito próximo de ser entregue e inaugurado ao lado do Centro de Convenções, dando a possibilidade de convivência, de requalificação da área urbana.

PNotícias: Como o senhor disse, você também é vereador, e vai deixar a secretaria porque vai tentar a reeleição. O senhor acredita na reeleição? Quem deve substituí-lo?

Cláudio Tinoco: Olha Gomes, de fato, essa é uma condição que ela é da origem da minha licença da câmara. Eu sou vereador, estou apenas licenciado, quando o prefeito ACM Neto me convidou, ainda no finalzinho de 2016 – eu assumi no início de 2017 –, naquele convite estava condicionado meu retorno à câmara, na minha perspectiva de poder continuar exercendo o mandato em algum momento. Até mesmo, se eu não tivesse dado resultado, o prefeito ACM Neto, por qualquer outro motivo, poderia me exonerar e fazer alguma mudança. Bem, é daqui a dois meses, realmente o prazo legal é até 3 de abril. Se eu acredito na reeleição... Eu fico sempre fazendo uma referência à minha experiência. Eu já perdi uma eleição, ficando na primeira suplência, em 2008, e ganhei duas: 2012 e 2016, primeiro eu fui o trigésimo primeiro mais votado e depois fiquei entre os dez vereadores mais votados de Salvador. Perder ou ganhar é consequência daquilo que você consegue produzir, realizar, oferecer ao eleitorado. Em 2008, eu tive mais voto do que cinco vereadores que foram eleitos pela questão do coeficiente eleitoral. Mas sempre com consciência tranquila da entrega que eu fiz, de como eu me relacionei com o eleitorado. Em todas essas três eleições, eu ‘tô’ crescendo, independente de perder a primeira e ganhar as outras duas, eu cresci no voto popular. Então eu acho que eu tenho algo a entregar pro eleitorado de Salvador, alguns segmentos que eu represento, mototaxistas, donos de padaria, o setor de turismo - muito antes de eu ser voltado à ser secretário, eu já tinha uma atuação muito forte na área de turismo -, então eu acredito, sim, que Cláudio Tinoco oferece uma condição de o eleitorado poder fazer a opção. Mas isso aí é uma questão que vai caber exatamente à escolha do eleitorado.

PNotícias: o senhor acredita que o trabalho do senhor na Secretaria de Cultura e Turismo por continuar essa crescente, pode ajudar essa crescente na próxima eleição?

Cláudio Tinoco: eu diria a você que a Secretaria me deu visibilidade, mas essa visibilidade é fruto do bom trabalho que a gente executou e vem executando. A gente tem muita entrega ainda nesses próximos dois meses, mas esse é um trabalho de equipe, a gente não ‘tá’ personalizado em Cláudio Tinoco. Eu nunca exerci cargo público no Executivo na perspectiva de que isso venha me beneficiar politicamente, tanto é que eu fui secretário de Estado, por exemplo, passei pela presidência da Saltur, inclusive aqui no âmbito do município de Salvador, e quando eu fui candidato a primeira vez, eu não tinha cargo nenhum. Foi quando eu tinha saído do Governo do Estado, em 2006, eu era o secretário de Paulo Souto, e em 2007, exatamente pra poder exercer a vocação política, que é a que eu acredito, eu decidi então ser candidato em Salvador, que é a minha cidade, onde eu nasci, onde eu tinha relacionamentos, e isso foi construído ao longo desses quase 12 anos. Então, a visibilidade, muitas vezes, é boa, mas, politicamente, não significa amarração de voto ou que as pessoas tenham consideração, mas quem sabe isso pode, sim, ajudar. E quem deve me substituir, Gomes, só ACM Neto pra falar.

PNotícias: fala-se em Pablo Barrozo. É verdade?

Cláudio Tinoco: é verdade. Por quê? Primeiro, Pablo é o meu subsecretário, é o subsecretário da Secretaria de Cultura e Turismo e existe uma lógica: ele está ao meu lado em todos os programas e projetos da Secretaria. Então, quem conhece isso, projeta essa lógica. Por outro lado, Pablo é ex-deputado estadual, atuou na gestão de ACM Neto desde o início, em 2013 ele era assessor direto do prefeito ACM Neto, então, quem conhece esse histórico, a trajetória dele, também remete a isso. O que eu posso lhe dizer é: se eu tiver a oportunidade o opinar sobre o meu substituto, tenha a certeza de que Pablo estará na condição preferencial. Não cabe ao prefeito ACM Neto. Eu aprendi com Eraldo Tinoco. Uma vez Eraldo era secretário de infraestrutura e foi conversar com Paulo Souto. Antes de ele ir conversar com Paulo Souto, ele me disse "Olhe, o governador pode apenas me agradecer 'Obrigado pelo trabalho realizado' e eu vou sair e ele vai ter um pessoa pra colocar que nem vou saber quem é ou pode ser que o governador diga 'Você tem algum nome, alguma sugestão?'". Então essas coisas devem acontecer naturalmente, mas existe um pragmatismo; o cargo é o do prefeito da cidade de Salvador, ele que nomeia. Então quem tem que decidir isso é ACM Neto. 

PNotícias: sobre a “Blitz do Turismo”, como anda? Teve uma mês passado que encontrou 12.000 irregularidades na Barra. Pra esse mês está previsto outra blitz? 

Claudio Tinoco: é verdade. Está sim, a gente já realizou três, na verdade, na região do Comércio, Centro Histórico e Barra. A gente deve seguir. Não temos anunciado com antecedência, exatamente porque a gente não quer que as pessoas se preparem. A blitz não tem outro sentido que não seja, até educacional, eu diria de conscientização, mas de fato a blitz significa também você identificar pontos positivos e pontos negativos nas áreas turísticas da cidade. Eu acho que a gente teve êxito nas três feitas, nós tivemos a presença, inclusive, não só de representação de órgãos públicos, mas sobretudo, da tríade turística, então, guias de turismo, agências de viagem, empresas de receptivo turístico e isso tem sido muito bom. A gente tem, inclusive, com a blitz, Gomes, a confirmação de alguns aspectos que são, ou positivos ou negativos, e entre os negativos estão: o assédio de vendedores nas ruas, de baianas que estão ali oferecendo fotos, aos vendedores de souvenir, que muitas vezes colocam fitinhas no braço do turista e depois querem vender um souvenir desse e quando há uma rejeição acha que isso é uma contrariedade que merece ser reagida com agressividade, isso é recorrente. Então o que nós estamos fazendo, nós não vamos ficar apenas nas blitz. Primeiro a gente sai com um relatório, naqueles assuntos que são de áreas de outras esferas, ou de outras instituições da Prefeitura, nós encaminhamos esses relatórios, com registro de imagem, com uma descrição e a gente acompanha, então, o cumprimento das soluções. E mais do que isso, no âmbito da Secretaria de Cultura e Turismo nós vamos desenvolvendo algumas ações para resolver. No caso desse assédio a gente está lançando, ainda nesse mês, um edital para contratação de todo o programa de capacitação para os trabalhadores, que estejam, tanto nas atividades relacionadas ao turismo, do ponto de vista formal, quanto aqueles também que estão ainda no comércio informal. Nossa previsão é capacitar até 2.200 pessoas, ainda neste ano de 2020, vai ter material didático específico, todo ele programado, projetado e elaborado dentro das normas de capacitação. Então, nós vamos implantar também, ainda este mês, lançando o edital Qualifica Salvador, que é um programa de certificação empresarial, porque muitas vezes não é só o assédio, é aquelas pessoas que estão ali sem instrução ou capacitação, como é que vende, como pode ser uma abordagem... mas também, as próprias atividades empresariais, tem comércio, por exemplo. Então eu acho que nós temos tudo para poder contribuir para melhorar esse aspecto.

PNotícias: qual é a resolução, atualmente, do Hotel Othon? A gente teve o Hotel Pestana que passou por um problema também, mas parece que já foi solucionado. E Othon, na semana passada, saiu uma notícia de que um grande grupo internacional teria adquirido o Othon e depois essa informação foi negada. O que a secretaria, institucionalmente, pode falar para os ouvintes sobre a situação daquele hotel que é muito bem localizado em Ondina?

Claudio Tinoco: olha, Rafael, primeiro que a gente tem trabalhado muito para poder fortalecer o parque hoteleiro da cidade. Nós implantamos o programa Pop, que é o programa de otimização de performance, nós contratamos uma tecnologia estrangeira para monitorar o desempenho, a reputação dos hotéis nas plataformas digitais, nós, inclusive, recebemos uma premiação nacional por esse programa e eu posso lhe afirmar que muito hotéis, grandes hotéis de Salvador, melhoraram seu desempenho nas plataformas digitais, fruto do uso do Pop, aqui por Salvador. No final do ano passado, o prefeito ACM Neto encaminhou para a Câmara e a Câmara aprovou o Pró-Turismo, que é um programa de incentivo fiscal com desconto de até 40% no IPTU nos hotéis da cidade, que em contrapartida deverão comprovar investimento, não só em reforma, Retrofit, que é a requalificação física, mas também em qualificação e promoção, então a gente tem trabalhado isso, por isso que a ABIH é parceira nossa, inclusive, abraço para Luciano Lopes (presidente da ABIH-BA). Esses que fecharam, Pestana já deu sinais, deve até o final de fevereiro apresentar o projeto. Na questão do Othon, é que ele entrou em recuperação judicial, não foi só o Othon de Salvador que fechou, o grupo Othon fechou também a unidade de Belo Horizonte, é pela análise de falência, vamos dizer. Esse processo de recuperação judicial é um processo mais longo, inclusive já foi aberto um leilão que foi derrubado, então nesse momento não há nenhuma transação objetiva em relação ao Othon. Então a notícia que saiu na semana passada foi uma notícia de alguma fonte que acabou falhando. O grupo Marriott está realmente – foi esse grupo americano – desde o ano passado, pelo menos há uns seis meses, fazendo um estudo aqui em Salvador e a gente tem dado suporte, mas nada disso é relacionado ao Othon. 

PNotícias: o secretário vai abri o coração aqui agora e vai adiantar novidades sobre o Carnaval de Salvador. O que o senhor pode adiantar que a Prefeitura vai trazer para o folião baiano e para o turista que vai curtir o Carnal de Salvador?

Claudio Tinoco: primeiro é já trabalhar no tema, Carnaval dos Carnavais, é o tema do Carnaval 2020. Eu acho que isso culmina com toda a evolução do Carnaval na gestão do prefeito ACM Neto e marca também esse reposicionamento da cidade. Claro que a gente está trabalhando com a cobertura, em destaque. Carlinhos Brown deve ser um grande curador dessa abertura...

PNotícias: onde será a abertura do Carnaval?

Claudio Tinoco: na região da Barra. Então, com essa perspectiva, inclusive, de nós, não só trazermos Carlinhos de volta, ele que saiu ano passado, mas acima de tudo trazer uma abertura bastante artística e cultural. 

PNotícias: situação da Prefeitura com a Baiana System resolvida?

Claudio Tinoco: sempre resolvida (risos). 

PNotícias: já anunciaram que vão tocar esse ano...

Claudio Tinoco: claro, estará no Furdunço, com certeza, confirmado. Todos nós felizes, inclusive espero ter a oportunidade de estar junto.

PNotícias: as obras finalizam de Ondina e da Avenida Sete completamente até o Carnaval?

Claudio Tinoco: Avenida Sete não, a gente interrompe até o Relógio de São Pedro para poder realizar o Carnaval e depois do Carnaval a gente retoma e deve entregar de forma definitiva em maio. Ondina sim, entrega até 14 de fevereiro. 

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